é estranho não é? quando olhamos para trás e percebemos tudo que a vida nos deu, tudo que a gente negou, tudo que precisou nesse meio de tempo. escrevo como quem colhe morangos no auge da estação. plantei, cultivei, cuidei da terra e é tempo de se deliciar permitindo o suco vermelho e doce tomar conta das papilas gustativas da alma finalmente curada. olhar para a vida que foi, revisar o tempo e ao mesmo tempo encontrar aquilo que só se percebe com a curadoria: a saudade que já não dói mais, se recolher a si mesma do abandono,